Dolores, dólares...
O verbo saiu com os amigos
pra bater um papo na esquina,
A verba pagava as despesas,
porque ela era tudo o que ele tinha.
O verbo não soube explicar depois,
porque foi que a verba sumiu.
Nos braços de outras palavras
o verbo afagou sua mágoa, e dormiu.
O verbo gastou saliva,
de tanto falar pro nada.
A verba era fria e calada,
mas ele sabia, lhe dava valor.
O verbo tentou se matar em silêncio,
e depois quando a verba chegou,
era tarde demais
o cáderver jazia,a verba caiu aos seus pés a chorar
lágrimas de hipocrisia.
dolores e dólares...
que dolor que me da los dólares
dólares, dólares
que dolor, que dolor que me da
Rosebud, de Lenine
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
mau e eu

Fim do ano, e o Mau disse -hoje foi minha formatura, uhuuu (tinha acabado de chegar da comemoração, bêbado)
Feliz da vida, tinha terminado a escola. Eu, que terminei a escola há quase 10 anos, falei, sim, que bom Mau, agora só falta a faculdade, e a pós, e o mestrado, e o doutorado, e o pós- doc.............
domingo, 1 de fevereiro de 2009
olhar
às vezes é necessário apenas um olhar diferente pra que tudo recomeçe.


escultura em cerâmica de Gabriela Dias, minha amiga Gororoba> http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?origin=is&uid=1655304093716095731
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Ontem
Ontem faltou luz e eu li Pessoa à luz de velas . Dentre as muitas coisas tristes que ele dizia, encontrei essa poesia.
Dolora
Dantes quão ledo afectava
Uma atroz melancolia
Poeta triste ser queria
E por não chorar chorava
Depois, tive que encontrar
A vida rígida e má
Triste então chorava já
Porque tinha que chorar
Num desolado alvoroço
Mais que triste não me ignoro
Hoje em dia apenas choro
Porque já chorar não posso
Fernando Pessoa
Dolora
Dantes quão ledo afectava
Uma atroz melancolia
Poeta triste ser queria
E por não chorar chorava
Depois, tive que encontrar
A vida rígida e má
Triste então chorava já
Porque tinha que chorar
Num desolado alvoroço
Mais que triste não me ignoro
Hoje em dia apenas choro
Porque já chorar não posso
Fernando Pessoa
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Sonho
Tinha ido dormir com umas coisas engasgadas, e quando dormiu sonhou que estava exatamente com a camisola que dormia na vida real, e ia participar duma competição de tecido- desses que as pessoas se apresentam no circo-. Quando se dava conta de que estava de camisola, e pensou, e agora? Ela olhava pra frente e os outros competidores já estavam todos no tecido, lá no alto. Então corria pro tecido, e subia mesmo assim. Pensou na sua bunda, e na calçinha que iam aparecer totalmente, mas isso importava menos que a competição. Ela sabia que não sabia fazer quase nada no tecido, mas mesmo assim ia. Subia e descia sem fazer quase nada, mas aquele subir e descer a deixavam tão feliz... A cor do tecido, uma cor que na vida real ela não a agrada tanto, mas no sonho era tão linda, tão brilhante... que sensação aquele tecido!Depois vinha essa pessoa, alguém que não pode identificar , e dizia a nota que ela tirou, que nem tinha sido assim tão ruim. Ela ficou satisfeita. Essa pessoa dizia ainda que o "juiz" gostava de ver as pessoas se esforçando, que ele dava valor à isso.
foto tirada por rapha, amigo caboclo - pé esmagado; o direito
sábado, 24 de janeiro de 2009
cor
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
FELIZ ANO NOVO!
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